
Enquanto o mundo parava para assistir a posse do Barack Obama, no país da Chanchada e da Xuxa, se comemorava o dia nacional do Fusca.
Isso não te toca? A mim sim.
O meu carro é vermelho
Não tem espelho e não sai do lugar
A janela não fecha
Até que dá pra pegar um ar
Cabelo na testa
A buzina não presta
E pra andar
Tem que empurrar
Se você quiser
Experimentar
Sei que vai gostar…
Sempre na hora do almoço esperava ansiosa para saber o que Bisteca, o motorista, me aprontaria. Eu havia feito um acordo com ele, nada de estacionar na frente da escola, de preferência nem passar pela frente e parar o carro há uma distância de, no mínimo, 300m.
Nada adiantava. Bisteca passava pela porta do colégio burguês gritando meu nome e apertando a buzina rouca do fusquinha. Maldito! Tentava me esconder atrás da pilastra, mas a essa altura os porteiros, que eram coligados a ele, me chamavam, aumentando minha vergonha.
Durante todos os sete anos que freqüentei o colégio vivi tentando esconder o fusca. Entenda (seja você quem for) não era fácil para mim entender que um motorista me buscava de fusca. Duas realidades um tanto distintas!
Hoje, tenho saudades. Se eu soubesse na época que andar de Fusca era Kisch, tinha aproveitado a onda..mas não..fui uma adolescente como todas as outras… mas o teatro me salvou, Graças!
Bem, desejo a todos nesse final de noite meus parabéns pelo dia do Fusca.
Valeu Bisteca!
1 Comentário
Janeiro 21, 2009 às 8:16 am
Minha irmã que sofria com isso, quando meu pai ia buscá-la no colégio São Paulo num carro velho. Morria de vergonha.
Vc pelo menos tinha um motorista.
ahahahahahaha
beijos